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20/05/2011

Sentença do Poder






Hoje à tarde, depois de uma manhã corrida, sentei-me para relaxar, e uma das poucas vezes em que ligo a TV, me deparo com uma situação medíocre e repugnante. Parecia não acreditar no que via e ouvia. Por algumas vezes, levantei-me e desliguei a TV, mas a vontade de ouvir o clamor do meu povo era tão grande, que daqui (do ES) daria para ouvir as minhas vaias, e o meu pedido de socorroooo. para aquela situação.. No começo, achei mesmo que fosse piada, achei que aquele palhaço estivesse ali, apenas para aumentar alguns pontinhos na IBOPE do SBT, mas, ao longo fui percebendo que o retrato da ASSEMBLÉIA DOS DEPUTADOS FEDERAIS estava ali representado. Bem, quero deixar claro que não aprovo nenhum tipo de bandidagem (seja ele políticos ou social), mas, a forma em que este político afrontou mães e famílias é desumana e intolerante. Vamos entender? O programa da apresentadora Cristina Rocha, nada contra a apresentadora, que está ali vendendo o seu produto e mediando uma situação que a meu ver, não se resolve em frente de uma TV para milhões de telespectadores, o programa “caso de Família” (um tipo de roupa suja lavada a beira do rio), e que em vez em outra, acerta no escuro, e desta vez, acendeu para a repugnância de alguns e ignorância de outros. Hoje, o programa abordou um tema muito interessante e para ser analisado de forma consciente e não enlouquente... O tema de hoje foi: ““ Ex-presidiário merece uma segunda chance?”Um tema para ser no mínimo discutido com pessoas com efeitos e feitos sociais, com pessoas que visam um todo para a sociedade, imparcial e alheio a condição humana. Lamentavelmente não foi isso que assisti, e sim, um Sr. Que foi eleito e designado a defender o povo como um todo, para resgatar a condição humana e dignidade social, agredindo e humilhando pessoas de bem, mães sofridas e oprimidas pelo descaso e pela falta de oportunidade de proclamar a sua dor. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ

Extremamente arrogante e inconseqüente, visto que a sua postura era de retalhar e humilhar a família de ex presidiários presente. Não faço apologia a nada, muito pelo contrário, acho sim, que errou tem que pagar, acho até que a pena máxima aqui é bem maleável, mas, jamais poderia admitir um deputado que está ali para defender, analisar e fazer leis, agredir uma senhora (mãe de dois filhos presidiários) dizendo que ela na deu educação aos filhos, e que estes, merecem é morrer na cadeia. Senhor deputado, o senhor não deve ter mãe não é? Aliás, o senhor tem o que? Tem razão dos nossos presídios projetarem bichos, razão ainda, tem as nossas fronteiras que vivem abertas para contrabandos e drogas. Por que o senhor perde o seu tempo precioso para agredir e fantasiar algo que só os senhores poderiam resolver. Sabe o que destrói as nossas famílias deputado? É a droga, é a forma que ela entra no meu País e ninguém (inclusive o senhor) nada faz, é ela que anuncia o choro daquela mãe que o senhor agrediu, com palavras ofensivas e retalhadora. Estamos falando de bandido deputado? Então, teremos que começar mesmo a pena de morte?(lei que na qual ele defende na câmera) Começaremos por onde? Vagabundo não tem direito a segunda chance?(Frase dele), então, vou começar a pesquisar se o senhor votou contra os vários corruptos que estão do seu lado lá no planalto... Ah sim! Vagabundo é pra pobre NE? Por que vocês são chamados de corruptos... cara de pau... ora meu senhor (Se é que se pode chamá-lo assim) será que não vês que mães são vitimas, ou acha mesmo que mãe quer ver filho virando bicho? Acha mesmo que aquela senhora que vai à prisão visitar os seus filhos, vai sorrindo? Que não sofre? Quem é o senhor pra dizer que aquela mãe não educou o seu filho? E o senhor? O que faz para que mais bandidos não sejam fabricados? Papel? Repugnação? Isso poderá fazer em época de campanha, que de fato, lhe renderá alguns votos, de pessoas que perderam os seus filhos (assassinados) vitimas de uma violência que o senhor e os demais representantes do meu País não parecem entender... Existem deputados que dá graças a Deus por existir a cracolândia... rsrsr...Isso não é piada deputado, é a opinião de alguns representantes, assim, como o senhor (fala o que não deve e quando não se deve). Sr deputado, eu admitiria até o senhor se colocar contra essa lei lenta e desigual (já que preso é pobre) rico é averiguado e arquivado, mas, jamais sentenciar uma vida por algum erro, nada justifica, pois, acima de tudo, Deus... Não cabe ao Sr. Sentenciar, um ser humano tem direito de errar, pagar por seus atos e reintegrar a sociedade, e é esta a proposta.(Claro, que jamais pelo senhor). Quanto a cotas para re-integração de ex-presidiário nas empresas, eu aplaudo, sabe por que deputado?Porque só assim, justificaria os impostos pagos, só assim, assim o seu salário não será mais tão exorbitante. Sinto pena, pois, a sua atitude, jamais trará as vitimas de um País mal com tanta desigualdade social, a sua atitude só faz sofrer aquelas famílias que tentam a todo custo e sem o apoio do governo resgatar e tirar os seus filho do mundo no qual o senhor está incumbido de colocá-los. É obvio que haja dor espalhada por todos os lados, claro que a família de quem parte sofre, mas, não é com violência que o senhor resolverá o caso: Mas, com uma postura no qual foi lhe confiada, uma postura digna de um País que se resolve situações com justiça, e não com grito de guerra e horror. Deputado, o que lamento é o senhor ter agredido pessoas inocentes, (como mães e família), humildes, iletradas, teria que discutir isso de igual pra igual meu caro, por que o senhor não discute sacanagem com o Fernando Collor de Mello (PTB)? Por que não difere de bandido, ou mudou de nome? Ah sim! Este não foi preso, não foi julgado, muito menos sentenciado e ainda faz coligação com o seu partido. E vem o senhor aqui generalizar ex presidiários? Mas, para aos seus abre exceção? Dois pesos e duas medidas deputado? Ou bandido, tem que matar para ser sentenciado?Isso o senhor não explica... faça –me um favor... Quando o senhor não tiver nada pra falar... Não fale absolutamente nada... E para de ganhar votos com sofrimentos do povo, porque não fará absolutamente nada... Porque quem muito fala, nada faz...É o teu caso! Voltarei com a parte II.

Sentenciado e julgados sem direitos ao egresso na sociedade que repele.

Tal assistência justifica-se face o fenômeno enfrentado pelo homem preso, que o desacostuma de viver em liberdade, adaptando-se ao sistema total, fazendo o preso desaprender a viver liberto. Dessa forma, esse homem quando libertado sofre um choque tão grande quanto aquele sofrido por ocasião da sua prisão.

Assim, com base inclusive no art. 10, e seu parágrafo único, da L.E.P. e em orientação da ONU justifica-se a assistência que, consiste em orientá-lo e apoiá-lo para reintegrá-lo à vida em liberdade, compreendendo, também, alojamento e alimentação por um prazo máximo de 2 meses, com possibilidade de renovação por uma única vez, tudo conforme art. 25 da L.E.P.

O trabalho talvez seja o apoio mais necessário e desejado, pois o egresso tem extrema dificuldade em colocar-se nesse mercado, até porque a sociedade estigmatiza-o. É por essa razão que o legislador dedicou o artigo 27 da L.E.P.(Lei de Execução Penal) só para prever a colaboração à orientação de trabalho.

Por fim, resta saber quem terá obrigação legal de assistir ao egresso. É o art. 78 da L.E.P. que estabelece o Patronato, o qual pode ser público ou privado e a lei não dispõe sobre sua composição que poderá ser integrada por estudantes de Direito, de Sociologia, de Psicologia, de Medicina, Serviço Social, etc. A supervisão do patronato é obrigação do Conselho Penitenciário do Estado, de acordo com o art. 70 da L.E.P.






Claudia Bispo


18/05/2011

Kit Especulação X MEC X Homofobia

Kit  Especulação X MECX Homofobia






Hoje a imprensa capixaba deu enfase a proposta do MEC sobre o Kit contra o homofobismo Sairam às ruas, ´pedindo opiniões de pais e comunidade a respeito da ação do governo (MEC).Claro, que como mãe (e da forma que a imprensa coloca), a resposta seria negativa... Observando que a imprensa tratou do assunto a formar uma opinião generalizada e de grau comum, digo isso quanto à pergunta abordada para o tema. “- O que o Sr. acha a respeito da decisão do MEC em distribuir kit contra homo fobismo?” É óbvio que a resposta não seria das melhores, pois a responsabilidade da imprensa é apurar fatos e as politicas nas quais esse assunto será abordado. Penso que no meu País a maioria dos temas viram polêmicas, por serem mal explicadas e elaboradas, claro que, a soma de uma constituição arcaica e uma educação nada avançada me leva a crer que isso seria negativo para a educação, e será , se as pessoas não obtiverem senso critico e responsabilidade para abordar não apenas o tema de “homofobia”, mas, quaisquer temas que nos leva a depreciação ou conflito de interesses e valores. Bem, digo isso, porque penso que a imprensa tem o poder de formar opiniões, sendo elas negativas ou positivas, por isso, deve-se atentar para as formas em que o “tal' kit vai ser entregue e/ou abordado. Vamos combinar que criança de 7 (sete) anos, já se deparou com um homo sexual pelas ruas, ou dentro de sua própria família (afinal, não estamos tratando de nenhum ET, mas, de seres normais, com opções diferenciadas). E o julgo de que isso será negativo para a educação desta criança seria precoce, pois visto que, algumas destas mesmas crianças (entre 7 a 10 anos) já começam sofrer preconceitos e até bullyng nas escolas e ruas. Não podemos mascarar a situação por ser tratar de crianças, mas, agirmos com responsabilidades e condições psicológicas para abordamos o assunto. Quando a imprensa retrata o fato como o que acha? Eu diria que ela poderia colher opiniões de Como se deve?Assim, em conjunto, a melhor forma de tratarmos o assunto com respeito e menos mediocridade. Como mãe, a minha pergunta seria: “Porque não, tratarmos do preconceito como uma atividade constante e massacrante? Visto que, o homofobismo seria apenas uma parte deste preconceitos, amanhã teremos kit de raça,pobreza,cultura etc? rsrsr...Acredito que não. Como também não acredito que isso venha resolver o assunto. Acho que hipocresia à parte, e que quanto sociedade, pediria ao nosso ministro da educação para que coloque em vigor uma matéria que resolva de fato a ignorância do nosso povo, que por vista e em horas, possa eu, está inclusa, já que, somos um País cheio de preconceitos enraizados e pouco trabalhado. Por que não, colocarmos em nossa grade uma matéria condizente à “ sociologia e descriminação” (Aí, uma matéria que eu não perderia)rsrsr...Então, hoje com as atuais politicas públicas de nossa educação uma pergunta que não vai se calar...rsrsr...- Temos profissionais capacitados para tal abordagem? Qual a capacitação do profissional para abordar o homobofismo? Vejo  que , se não é normal, é no minimo diferenciada...Por que não , ao invés de etapas, não pulemos o muro da polemica, e adotamos uma matéria que abrange toda essa questão. O que temos que rever é toda essa manipulação de que isso poderá mexer com a sexualidade de uma criança, se assim for, então, porque deixam as redes de televisão expressar tal atitudes quando levam aos programas, novelas personagens gays?Como sempre falo, isso tudo é questão de um bom senso...Penso que ser ou não ser homo, não depende do meu vizinho, é mais que isso...Mas, na estamos aqui discutindo essa relação... Então, como pedagoga e mãe, aplaudo a decisão do MEC desde que seja responsável, desde que repense em uma matéria obrigatória de sociologia e descriminação, desde que este kit não agride aos olhos de quem vê, mas que seja tratado de forma natural, pois, faz parte da realidade de qualquer criança, seja por meio de família,amigos, rua,ou pela própria TV... Então, não podemos negar que: Um CD seria no minimo uma educação solta aos ventos, principalmente quando a família não apoia as condições nas quais foram abordadas. Então, estamos dizendo que: A família deve em primeiro lugar serem educadas para tal decisão, e que a responsabilidade parte pressuposto de que a educação terá que atravessar fronteiras familiares, morais,culturais,religiosos etc,etc. Assim, teremos um conjunto de politica a favor de um único bem. Então, estamos falando de mudanças, de soluções em conjunto, e com responsabilidade. Assim sendo, teremos soluções imediatase a priore, canalizada em um único objetivo: Discriminação e preconceito como um todo, e não por etapas. Como pedagoga, arrisco em apostar na depreciação e forma que este kit será abordado por parte dos pais e família, então, como mãe, posso afirmar, que um kit será apenas um kit, se não vier rechegado de contexto e profissionais qualificados para a abordagem. Vamos combinar? Não precisa colocar dois menininhos se beijando para garantir a resposta de que isso é coisa de gay, hoje, nossos alunos, já percebem isso, quando ligam as TVs, o que eles precisam aprender é a se respeitarem cada um em sua especificidade, do mais, é um trabalho em conjunto, família,sociedade e escola.
****Sobre o material didático apelidado de Kit Contra a Homofobia do projeto Escola sem Homofobia, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, o  MEC diz mais sobre o material:
Segundo a  assessoria de imprensa do MEC nos explicou um pouco sobre o material que ainda está em fase de testes e conclusão mas que já criou polêmica com um deputado dizendo que o vídeo é para crianças e que os gays querem converter os alunos em homossexuais. Apelidado de Kit Gay, o material não é de acesso direto aos alunos e, ao contrário do que está sendo dito, será disponibilizados por meio dos professores para alunos do Ensino Médio, com idades de 15 a 17 anos. Então, quanto a idade, já sabemos que não é de 7 a 10 anos, como foi divulgado, mas, de 15 a 17.


Cláudia Bispo

13/05/2011

Insensata GLOBO


Pessoas, não penso que vi de tudo, mas, tudo que vi até hoje vai ao encontro com a proclamação de fatos corriqueiros e que não precisam ser enfatizados em novelas, filmes etc. Sinto saudades de autores de dramaturgia como a Janete Clair e Dias Gomes que retratavam uma realidade com responsabilidade e respeito ao telespectador. Sim, foi exatamente assim que me sentir ao ver uma cena chocante que deve em algum momento ter elevado os nobres pontos de audiência da Globo. Vamos combinar “Insensato Coração” ou Insensata revelação? Foi assim a cena em que a personagem Leila esbofeteia o seu próprio pai, perdendo a razão do respeito e valores. Repugnante é complementar que quando se coloca um vilão como o personagem Léo em atitudes pra lá de desumanas, é compreensível, pois ele está ali dizendo a que veio e que seus valores foram comprometidos com o tempo e a falta de caráter que possui. Mas, quando se coloca uma mocinha, classe média, e até o presente momento a única coisa que tem em sua fala é a liberdade para transar e descobrir-se, é no minimo um impacto para quem esperava ver uma outra visão dessa história, e não de uma adolescente em busca de descoberta, para uma filha sem escrúpulos e sem o senso de respeito familiar. A Globo não precisava ir tão a fundo, pois, além de manipular, conduz aos tão sonhados discípulos a produzir uma imaginação ou ideia de que isso agora é normal. Não é ! E por mais que a nossa realidade indique que os fins dos tempos a liberdade familiar se aplique a isto, não podemos antecipar, e tampouco agredir os olhos e valores de quem desconhece. Não precisamos encenar o que a imprensa falada e escrita nos mostra no dia à dia, precisamos é buscar fontes explicitas para resolvermos os problemas, buscando a responsabilidade de agregar valores e respeito, assim, construirmos um senso familiar, onde filhos são filhos e pais são provedores quanto a educadores. A GLOBO, uma empresa que forma opiniões, constrói conceitos e divulga (como ninguém) os seus interesses, deveria abordar o tema familiar com mais criteriosidade e responsabilidade ,pois, desde dos primórdios , pessoas idosas se inteiram de dramaturgias e para muitas, são uma verdadeira realidade e conceitos. Assim, para aquele adolescentes que acompanham a tendencia da moda estipulada pela a empresa que fabrica sonhos e idealiza uma realidade convencional. Penso que para muitos isso foi mesmo um exemplo de poder, para outros, o fim dos tempos, ou inicio dele com a modernidade? Bem, só sei que, segundo os mandamentos honrar pai e mãe ainda deve ser cumprido, e que, este mandamento serve para todos, inclusive para aqueles que acham hipocrisia todo o meu horror quanto à cena. Não achei natural e nem vou achar, visto que o mundo precisa contemplar com coisas belas, viver momentos de paz, exemplos de família, preservação de valores e formação de caráter. Não precisamos mais ligar as nossas TVs e assistir a um banho de sangue, ou curso para formar um mau caráter ou uma família desequilibrada por falta de imposição de limites e respeito. Sou do tempo em que os mais velhos são “senhores”, que mãe e pai são escutados e suas palavras cumpridas, sou do tempo em que mãe é autoridade maior e pai, é quase, um juiz. Hoje, as condições mudaram e os valores desataram. Então, penso que para ser escrever uma dramaturgia, deveríamos envolver o passado e os seus valores, exemplificar coisas boas, que trarão melhor resultados, porque quando se vê uma filha batendo na face do pai, não precisamos viver isso em ficção, pois, a realidade dura nos agride e nos faz repensar. A globo, vende a ideia de que isso nada mais é do que o retrato da realidade, e eu, prezo o respeito, o bom senso e a vontade de ver grandes dramaturgias, além de bundas,bandidos e agora, filha da mãe... Imagino como está a vizinha que saiu de sua igreja porque era proibida ver novela,´pois, segundo a religião , este ato era manifestação e apologia as coisas que desagradam...rsrsr...E está desagradando e agredindo aos olhos e conceitos. Só sei que hoje, certamente, meus filhos não veriam malhação, e a novela das 21:00 ha, seria um filme pornô que ensina um homem ser mais macho banalizando o sexo, uma adolescente querendo se afirmar em “transas” e do mais...Farpas entre pais e filhos, além do apelativo tapa na cara...Fim do mundo...Fim da GLOBO, enterrada por sua ação...nada social.Pense nisto! 




Cláudia Bispo

04/04/2011

Estado que Mata!


 Eu não confio....Mas, trabalho demaissssssss!!!!!!!!!!!!!

O meu Estado mata!Mata não somente pela guerra do tráfico,pelos acidentes cometidos por motoristas embriagados, e inconsequentes, mas, quando abrimos as portas dos hospitais e vemos pessoas nos corredores em condições sub-humanas atendidas muitas das vezes por profissionais desqualificados ou sobrecarregados com cargas horárias tumultuadas. O meu Estado mata! Mata quando fecham as escolas públicas por falta de professores, que reivindicam por melhores salários e condições de trabalho, e as nossas crianças pagam o “pato”,pois , completam a carga horária, sem sequer ter saído do lugar, e o governo diz que a educação avançou...O meu Estado mata, quando joga para as faculdades essas crianças, que ao longo do ensino, tiveram professores mal remunerados e desmotivados, e por isso, chegam ao ensino médio e faculdade analfabetos , desestruturados,empurrados para o avanço, isto porque o meu Estado quer estatísticas positivas a respeito da educação, ignorando que o analfabetismo agora, está em nível superior, que estes serão os nossos profissionais do futuro: Médicos, jornalista, engenheiros, professores etc... Em outro momento, eu perguntaria:”Que País é esse”?Mas, prefiro afirmar que o meu Estado mata...Mata, quando ligo a minha TV e vejo noticias distorcidas, mascaradas, onde colarinhos brancos são apenas investigados, e o verdadeiro traficante fica em bairros nobres, livre e ditando regras. O meu estado mata, quando vejo no meu veiculo de comunicação a alienação e a mediocridade de um governo da oposição, sem mais e nem porque mudar de lado... O meu Estado mata ao olhar pela periferia como uma última coisa a fazer, e , a cada sinal de violência familiar, lamenta e diz “que as coisas estão mudando...” Mas, não investe em atendimento aos drogados, atendimento psicológico aquela família, na capacitação da policia, e deixa o rabecão a disposição, mesmo que por horas de espera. O meu estado também mata, quando admite que um orçamento de 4.000.000(quatro milhões) seja aprovado apenas por uma faixada de uma câmera de vereadores no município da Serra, onde há escolas caindo, ruas sem calçar, DPJS precários, famílias sem teto,violência generalizada, e eles se preocupando com uma faixada paga com o dinheiro dos impostos que creditamos no banco da corrupção. O meu Estado mata quando permite que apenas 5 vereadores de um Município tão pequeno (Marataízes) viajam com o dinheiro do meu povo, hospedando-se em hotéis 4 estrelas em pleno carnaval, gastando uma quantia de 25.000,.00 em nome de um curso de capacitação...rsrsr... .Desde de quando precisamos ir tão longe para capacitarmos? E mais: Me diga qual a empresa que fez essa capacitação em pleno carnaval? Olodum? Já que foram para Bahia...E eu procuro o Ministério Público, diante de total abandono... O meu Estado me mata!!! O meu Estado me mata, quando o governo não dá suporte para avanços, quando aumentam um ano a mais para a formação dos meus alunos, e não coloca a disposição escolas e professores,atualizados e motivados, isto , por interesse financeiro. O meu Estado me mata quando deixa de portas abertas, maternidades e hospitais que ao invés de salvar vidas, as esfolam e muitas das vezes, as tiram, me mata quando deparamos com a alienação de uma sociedade que aceita as imposições governamentais e nada fazem para mudar as politicas publicas, que enterram o nosso querer.. E que ainda por míseros salários fazem campanha para os mesmos políticos retornarem a boa vida e aos cofres públicos . O meu Estado me mata quando vejo mães e pais chorando pela violência gerada através de uma politica suja e incontrolavelmente desleal, mata quando ouço um secretário de segurança dizer que o erro não é tão grave(referindo-se ao um erro no CIODES, que levou a óbito um ex PM, por despreparo de quem atendeu a ocorrência) Então, o que é a vida? Mata quando vejo ambulâncias ,carros de policia sucateados em pátios, como se ali não tivesse dinheiro do meu povo...Quando vou ao posto de gasolina comandado pelo meu País, e vejo que é a mais cara entre todas do primeiro mundo, quando vejo o meu dinheiro sendo gastos em ternos de grife (políticos), passagens aéreas ( nossos deputados) segurança por dois anos para um ex governador, pago com nossos salários. Mata, quando vestem uma mascara de ovelha e vão à imprensa dizer que tudo está sobre o controle, que será averiguado, e dois dias depois, engavetados. Mata também porque a mesma imprensa que teria o poder de cobrar, de lavar a alma da massa, se oprime, e apenas comercializa a noticia, vendendo o seu “peixe”. Mata porque poderíamos fazer e cobrar mais...E não fazemos. Não temos voz, nunca faremos valer a razão se continuarmos escravos da alienação, e aqueles que tentam como minoria, dificilmente sobrevive ao massacre. do Estado. Lamento, o meu Estado mata quando olho a minha capital afundada em dividas e sequer o povo sabe de que... Ou porque... Mata quando 2.000 professor contratados foram demitidos, e hoje, o planejamento falho da educação, chega ao caos final, (greve a quase 30 dias). Onde a educação vive sobre leis e diretrizes, mas, jamais se cumpriu, talentosamente mascaram a incapacidade e empurram a falta de controle e soberania, levam a inclusão como honra mas, exclui quando não os assumem. O meu Estado mata quando esconde a real capacidade de comandar, planejar, e distribuir a “pizza “ a quem lhe é de direito. Mata quando o Sus, é entregue ao sofrimento, com pessoas incapacitadas usando de abuso de poder, infelizes e despreparadas para atender idosos e pessoas que estão ali, apenas buscando o que já lhe foi cobrado. Mata quando nos deparamos com ruas esburacadas, rodovias e obras mal acabadas, e com o orçamento estourado. Mata, quando Prefeito, vereadores, governador, deputados em conjunto, lamentam as inundações, se reúnem (acho que é para tomarem apenas um cafezinho), e meses após, a mesma tragédia se repete. Mata quando sabemos que um governador, ao sair, deixou o Estado falido .com bancos quebrados e o caixa a zero, e ninguém o colocou na cadeia. Pesos e medidas...Justiça cega?Onde? Mata quando a cada dia a violência bate à porta, e o povo clama por mudanças, e nada...Quando muitas das vezes, chefes de família se veem humilhados pela própria autoridade policial que distingue todos como apenas um. Querem que eu mude? Na verdade, eu temo por essas mortes, temo pelos meus filhos, temo pelo o que estar por vir...O meu Estado mata, mas, também falece, e o que mais me assusta é que a sociedade não se desperta, não erguem os braços , e esperam as coisas acontecerem...E, por mais que eu diga que cidadania é o povo se unindo e buscando os seus direitos, assim, como justificam os seus deveres, ainda, temos uma sociedade mansa, que concorda, chora e descansa enquanto o meu Estado apenas Mata.! Que faça jus a minha canção, por mais, que eu grite, expresso o silencio, mas que já tem como um começo, estar soltando a voz...

O meu Estado também MATA!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cláudia Bispo

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