Hoje à tarde, depois de uma manhã corrida, sentei-me para relaxar, e uma das poucas vezes em que ligo a TV, me deparo com uma situação medíocre e repugnante. Parecia não acreditar no que via e ouvia. Por algumas vezes, levantei-me e desliguei a TV, mas a vontade de ouvir o clamor do meu povo era tão grande, que daqui (do ES) daria para ouvir as minhas vaias, e o meu pedido de socorroooo. para aquela situação.. No começo, achei mesmo que fosse piada, achei que aquele palhaço estivesse ali, apenas para aumentar alguns pontinhos na IBOPE do SBT, mas, ao longo fui percebendo que o retrato da ASSEMBLÉIA DOS DEPUTADOS FEDERAIS estava ali representado. Bem, quero deixar claro que não aprovo nenhum tipo de bandidagem (seja ele políticos ou social), mas, a forma em que este político afrontou mães e famílias é desumana e intolerante. Vamos entender? O programa da apresentadora Cristina Rocha, nada contra a apresentadora, que está ali vendendo o seu produto e mediando uma situação que a meu ver, não se resolve em frente de uma TV para milhões de telespectadores, o programa “caso de Família” (um tipo de roupa suja lavada a beira do rio), e que em vez em outra, acerta no escuro, e desta vez, acendeu para a repugnância de alguns e ignorância de outros. Hoje, o programa abordou um tema muito interessante e para ser analisado de forma consciente e não enlouquente... O tema de hoje foi: ““ Ex-presidiário merece uma segunda chance?”Um tema para ser no mínimo discutido com pessoas com efeitos e feitos sociais, com pessoas que visam um todo para a sociedade, imparcial e alheio a condição humana. Lamentavelmente não foi isso que assisti, e sim, um Sr. Que foi eleito e designado a defender o povo como um todo, para resgatar a condição humana e dignidade social, agredindo e humilhando pessoas de bem, mães sofridas e oprimidas pelo descaso e pela falta de oportunidade de proclamar a sua dor. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ
Extremamente arrogante e inconseqüente, visto que a sua postura era de retalhar e humilhar a família de ex presidiários presente. Não faço apologia a nada, muito pelo contrário, acho sim, que errou tem que pagar, acho até que a pena máxima aqui é bem maleável, mas, jamais poderia admitir um deputado que está ali para defender, analisar e fazer leis, agredir uma senhora (mãe de dois filhos presidiários) dizendo que ela na deu educação aos filhos, e que estes, merecem é morrer na cadeia. Senhor deputado, o senhor não deve ter mãe não é? Aliás, o senhor tem o que? Tem razão dos nossos presídios projetarem bichos, razão ainda, tem as nossas fronteiras que vivem abertas para contrabandos e drogas. Por que o senhor perde o seu tempo precioso para agredir e fantasiar algo que só os senhores poderiam resolver. Sabe o que destrói as nossas famílias deputado? É a droga, é a forma que ela entra no meu País e ninguém (inclusive o senhor) nada faz, é ela que anuncia o choro daquela mãe que o senhor agrediu, com palavras ofensivas e retalhadora. Estamos falando de bandido deputado? Então, teremos que começar mesmo a pena de morte?(lei que na qual ele defende na câmera) Começaremos por onde? Vagabundo não tem direito a segunda chance?(Frase dele), então, vou começar a pesquisar se o senhor votou contra os vários corruptos que estão do seu lado lá no planalto... Ah sim! Vagabundo é pra pobre NE? Por que vocês são chamados de corruptos... cara de pau... ora meu senhor (Se é que se pode chamá-lo assim) será que não vês que mães são vitimas, ou acha mesmo que mãe quer ver filho virando bicho? Acha mesmo que aquela senhora que vai à prisão visitar os seus filhos, vai sorrindo? Que não sofre? Quem é o senhor pra dizer que aquela mãe não educou o seu filho? E o senhor? O que faz para que mais bandidos não sejam fabricados? Papel? Repugnação? Isso poderá fazer em época de campanha, que de fato, lhe renderá alguns votos, de pessoas que perderam os seus filhos (assassinados) vitimas de uma violência que o senhor e os demais representantes do meu País não parecem entender... Existem deputados que dá graças a Deus por existir a cracolândia... rsrsr...Isso não é piada deputado, é a opinião de alguns representantes, assim, como o senhor (fala o que não deve e quando não se deve). Sr deputado, eu admitiria até o senhor se colocar contra essa lei lenta e desigual (já que preso é pobre) rico é averiguado e arquivado, mas, jamais sentenciar uma vida por algum erro, nada justifica, pois, acima de tudo, Deus... Não cabe ao Sr. Sentenciar, um ser humano tem direito de errar, pagar por seus atos e reintegrar a sociedade, e é esta a proposta.(Claro, que jamais pelo senhor). Quanto a cotas para re-integração de ex-presidiário nas empresas, eu aplaudo, sabe por que deputado?Porque só assim, justificaria os impostos pagos, só assim, assim o seu salário não será mais tão exorbitante. Sinto pena, pois, a sua atitude, jamais trará as vitimas de um País mal com tanta desigualdade social, a sua atitude só faz sofrer aquelas famílias que tentam a todo custo e sem o apoio do governo resgatar e tirar os seus filho do mundo no qual o senhor está incumbido de colocá-los. É obvio que haja dor espalhada por todos os lados, claro que a família de quem parte sofre, mas, não é com violência que o senhor resolverá o caso: Mas, com uma postura no qual foi lhe confiada, uma postura digna de um País que se resolve situações com justiça, e não com grito de guerra e horror. Deputado, o que lamento é o senhor ter agredido pessoas inocentes, (como mães e família), humildes, iletradas, teria que discutir isso de igual pra igual meu caro, por que o senhor não discute sacanagem com o Fernando Collor de Mello (PTB)? Por que não difere de bandido, ou mudou de nome? Ah sim! Este não foi preso, não foi julgado, muito menos sentenciado e ainda faz coligação com o seu partido. E vem o senhor aqui generalizar ex presidiários? Mas, para aos seus abre exceção? Dois pesos e duas medidas deputado? Ou bandido, tem que matar para ser sentenciado?Isso o senhor não explica... faça –me um favor... Quando o senhor não tiver nada pra falar... Não fale absolutamente nada... E para de ganhar votos com sofrimentos do povo, porque não fará absolutamente nada... Porque quem muito fala, nada faz...É o teu caso! Voltarei com a parte II.
Sentenciado e julgados sem direitos ao egresso na sociedade que repele.
Tal assistência justifica-se face o fenômeno enfrentado pelo homem preso, que o desacostuma de viver em liberdade, adaptando-se ao sistema total, fazendo o preso desaprender a viver liberto. Dessa forma, esse homem quando libertado sofre um choque tão grande quanto aquele sofrido por ocasião da sua prisão.
Assim, com base inclusive no art. 10, e seu parágrafo único, da L.E.P. e em orientação da ONU justifica-se a assistência que, consiste em orientá-lo e apoiá-lo para reintegrá-lo à vida em liberdade, compreendendo, também, alojamento e alimentação por um prazo máximo de 2 meses, com possibilidade de renovação por uma única vez, tudo conforme art. 25 da L.E.P.
O trabalho talvez seja o apoio mais necessário e desejado, pois o egresso tem extrema dificuldade em colocar-se nesse mercado, até porque a sociedade estigmatiza-o. É por essa razão que o legislador dedicou o artigo 27 da L.E.P.(Lei de Execução Penal) só para prever a colaboração à orientação de trabalho.
Por fim, resta saber quem terá obrigação legal de assistir ao egresso. É o art. 78 da L.E.P. que estabelece o Patronato, o qual pode ser público ou privado e a lei não dispõe sobre sua composição que poderá ser integrada por estudantes de Direito, de Sociologia, de Psicologia, de Medicina, Serviço Social, etc. A supervisão do patronato é obrigação do Conselho Penitenciário do Estado, de acordo com o art. 70 da L.E.P.
Claudia Bispo
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