': 2010

27/09/2010

Vantagem


Estamos em vantagem, estamos com o voto na mão...Eles se desesperam, e nessas horas, aparecem "João e Marias", cordeiro e gente humilde...Credo!Que nojo! Loucos para colocar a mão na massa, quer dizer, no cofre. Alguns lamentam o governo que sai, outros, temem pelo que vai entrar...E assim, se vai...Politica pública, dinheiro nosso, campanhas feita com o meu, o seu, ...E ainda agradecem! Claro, muito obrigada por gastar o meu dinheiro em vão...Muito obrigada, pelo que o senhor ou senhora não fazem...Não sei ao certo onde vai essa massa, raça...Raça nao! Me perdoem os porcos, mas, não encontrei outro adjetivo...E lá se vai a politica, para o ralo...O engraçado, que para o ralo vamos nós, certamente no dia 06, porque no dia 05, ainda somos o poder... Poder de que, gente? Aqui, só Jesus Cristo! E ele morreria de vergonha, certamente se inojaria, e veria que inferno é isso,eles matam sem piedade, matam a informação, a condição humana, e o amor próprio de quem quer viver, vencer e resolver... Ah! Que politica é essa? Politica mediocre, onde temos nas mãos as chances de sermos, e no outro dia, não somos... Estou certa que o meu País é rico, velho e manso. O meu País é de solidariedade, raça e amor... O meu País é paciente, de boa fé, de gente humilde, que tem crença,...Mediocre, porém, com sonhos para os próximos 500 anos. E quem disse que não temos chances? Só precisamos de condição , reação e ideologia. Nao! Eu não faria direita ou esquerda, não daria apoio, mas, me fortaleceria de razões para dete-los, Não agradeço por migalhas, muito menos pela competência. Afinal, se não tens competência, não poderia governar.Então, faça-o, cumpra com o papel na qual implorou tanto para faze-lo...Ah! E desta vez, faça-o como se deve, porque o meu povo aqui, acorda quando o galo canta!

Claudia Bispo

13/04/2010

Acorrentados




Minha alma veste a cor... No tronco o meu sangue transforma-se em fúria, em lágrima que um dia derramei. Vossos pensamentos não vem de encontro ao meu...Não penso! O direito que a mim foi concedido foi fazer do teu reino o meu pavor. E dos montes, o meu refúgio. Fui caçado feito bicho, lavando a dor que denomina a minha cor. Negro sim! Raça sem direitos, mas, com sonhos: Ser liberto para a morte ser primor. Não te culpo por não levar consigo o que sou, e de mim, a semelhança. Nao reinaria com tuas palavras, apenas murmurios, lamentos e canto...De tal forma que fiz do tronco, o destino , da minh'alma, a vergonha, e do resto, uma singela sorte... Deveras eu, limpar o pasto, onde passáros encantam, e do mato que plantei horizontes, a minha vida. Senhores por direito, acorrentam-me a morte, e vende-me como peça sem valor.... Em suas terras frias, onde o sangue que se cai , grita ... Nesta terra por onde pisei , comi e bebi com os porcos , onde se fez o tronco, honrar o meu labor. Ao rezar, pedi clamor, proteção a oxalá, que de mim, sobrasse virtudes, a imagem de um homem, dignidade, uma vida com poucos, com pai e mãe... Uma identidade para que eu pudesse responder a quem me acorrentou, sem renegar quem sou. E ao amanhecer, viver... Para que o meu sangue se transforme em agua, lavando o espirito e o que restou...E que nas cantigas que levo, seja entoada a minha voz, que rouca se prende a sensala... Liberdade! Ao me fazer gente, com sapatos e carta nas mãos... Senti no momento, o vento e o frio, braços livres e os filhos que me sobraram, em um mundo aberto para buscar quem sou, Com a certeza de não mais ser açoitado pelas mãos de quem me desprende a alma... De um alguém que ainda não sou...


Claudia Bispo

12/04/2010

Torturar sem censura...



E quando vem o sol... Ouço o pensar soar ao longe... Tormento para que eu não desista! Ouço gritos : Onibus lotados, guerra pela sobrevivência: Alguém morrendo, ou implorando para nascer nas públicas saúde...Ouço alguém clamar, orar e chorar... Entregando a quem, um otimismo tão cruel, que se renova a cada amanhecer. Diverte-se com a TV, onde pão é ilustração barata daqueles que o propagam,o leite apenas uma ilusão...E vem a democracia me alimentar de detalhes para que eu não me cale, para que eu grite desvairadamente ...Sim, gritar para que? Para que não seja eu, sufocada com o meu próprio tormento. Ah! Ainda que me cale, a fome grita...O sonho tem pressa, e as verdades, nunca serão a fonte...Fonte de um saber tão medíocre, fonte de uma subjetividade tão irreal...Eu também sou aquela que sonha com filhos bem preparados por professores entusiasmados com os seus salarios, com uma saúde singular e própriamente adequada para um ser humano...Sub-humano pensar que serei...Mas, também sonho com a farta mesa, com a igualdade de ser, direitos cumpridos, assim, como o meu dever... Sonho ao longe, sem perigrinar na noite, por impostos impostados nem sei por que... Sonho com a tristeza saindo pela janela, quando perceber o meu vizinho sorrir, e não mais apressado para buscar o que jamais virá...Sonho, e com a Europa, onde talvez colonizados, não fossemos tão escravizados... E ainda há quem acredite que tudo passou... E que a melhor parte dessa história é dormir... ´É acreditar que um dia tudo será... Sim! Otimismo faz a história e alimenta os meus dias, mas, não leva a minha mesa o pão... Sonhar, nao me traz o onibus mais vazio, um salario justificado e nem uma educação ideal...* Acordei cedo, porque parei de sonhar: Fui interrompida com a morte do vizinho em algum ponto da saúde, fui assistir ao aluno, que dizia aos sete anos, não ter o que comer, fui bombardeada pelo sistema da "mudez"... Sou louca sim! Porque falar é apenas a certeza que tenho que um dia sairá o som... Democracia proclamo, e ela vem com teoricamente...Quero direitos! Sair às ruas, sentar nas calçadas, ler um bom livro, poder olhar, sentir e gritar...Poder ser livre e"rasgar" o frango que um dia foi de minha terra... E o feijão, que aqui plantado, possa ser provado das mãos do que semeiam...Que os ternos não sejam sinonimos de hipocresia, e que a vida de um povo seja mesmo uma história...E que os gringos venham de passagem... Quero a minha moeda liberta, o meu poeta respeitado, na mesa dignidade, a educação proclamada, a minha cultura sofisticada e que a minha musica possa ser entoada...Que os meus irmãos comemorem, e a minha bandeira, assim, asteada... Ao nascer do sol...

Claudia Bispo

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