': Derrame

11/03/2009

Derrame

Não abrirei-te à alma,
Por receio à tua...
A arrogância surgiu ao defender-me,
De suas prévias ilusões...
Não me faço ausente pois, sentimentos nobres e verdades,
Vc desmereceu...
Vulgar ao me fazer de tola, e,
Insana tornei-me em conceber às diversas paixões,
Conflitada entre o eu e o querer,
Devaneios de repentes tensões...
Não!... A saudade já não será eterna!
Pois visto que, a qualidade do seu jogo, só faz sentido para o nunca...
Deixando apenas a penúria do que poderia ter sido...
Do que jamais foi,
E, do oferecido e amargo gesto de penhor...
Não me fale mais do que não foi...
Nem com doces palavras, entoadas em meu sentido!
O lento pranto não irá vingar-se...
E aquele breve desejo de ser apenas sua, se tornará fútil, como a folha que cai...
Nos meus sonhos não pertencerá a tua imagem,
No meu corpo não mais o teu suor,
E em breve surgirá longe a sua imagem...
Desencadeando em mim, o despertar pávido ...
Mas ao longe, deleito-me de não estás em mim...
Engano inúltil!
Desista! As suas investidas já não me sustentarão mais!
As loucuras que fiz, certamente não mereceu...
Mergulhei no escuro dos sonhos, alma límpida...
Ultrapassei os limites, por tanto que te amei...
Me entreguei...
Pulsando...Aberto...
Aos dias, a vida sem brio,
Cintilantes aos olhos, corpos suados transbordando força e,
Sugando as loucas tensões...
O teu silêncio, restou do adeus que se fez tarde...
Não me venha com promessas inusitadas, que não mais ressuscitará
A nobreza da alma que se apagou com vc!

Por Cláudia Bispo

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