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25/08/2009

E agora Zé?

Eu bem que tentei ser uma advogada, ir mais fundo,
e ser promotora e ou quem sabe, juíza...
Mas, ele queria ser doutor em engenharia...
Pensei que seria mais fácil ser jornalista, ou administradora...
mas, ele me convenceu a dar apoio a quem mais ou menos o merecia...
Naquele instante, pensei que fosse alguém com sonhos,
e que o sol estivesse cintilante à todos...
Tentei então (e sem muito sucesso) ser eu mesma.
Mas como pode alguém com sonhos e desejos esquecidos?
Busquei resposta ao vento, tempo e cor...
Excêntrica, sentido repleto de consciência ,vivi com ele..
Centralizei minhas vontades impróprias ao meu ego,
Mas, com expectativa de ver brilhar o que ontem era Down...
Eu bem que tentei me expor, mas, em virtude do tempo, os anos se passaram...
Incessantemente, chamei de volta o apelo a uma consciência inútil e sem crédito...
Tive medo de falhar, e por isso, matei!
Em diversas contradições, o conflito sem história...
Mas ele (somente ele), fez-me forte, encorajando à solidão...
Crua e inútil aos meus acertos, vivi...Envelheci...
Tive sorte por ser incrédula no que acreditei... Tive anseios e vômitos,
E com requinte e sensatez, fiz-me julgo do próprio saber: EU ERA APENAS ...
Em uma fonte de suspiro e sonhos, desejos inabaláveis, jamais compreendido,
em um julgo de querer se apropriar de uma vida tão distante e despercebida: A minha!
Ah! Eu bem que tentei... Com jornais velhos, lia noticias,
com imagens de minha lembrança em um sonho atordoado e comprometedor...
Já não era dona da razão...
E o doutor? Encoraja-lo era o meu potencial,
Na tentativa de me afirmar em ser exíme e forte, observada e fiel.
Mas, o que faria de mim, com sonhos?
Que atreve a minha mente buscar a longitude do meu ego?
E agora, "Zé" me olha...Como uma obra retratada em seu olhar...
Amarelada pelo tempo e esquecida no armário da solidão...
Indignado, faz-se de rogado e pergunta-me: O que foi você?
Com um olhar pávido e curioso, pego-lhe a mão, encorajo em lhe dizer:
-Eu tentei ser o que não fui, mas, você foi brilhante!
Aos anseios do "Zé", ele foi doutor, marcou a sua história com a vida...
Ou a vida com a história? Saiu do nada e se entregou com tudo,
com a coragem de quem apenas queria também ser doutor... E agora Zé?

Claudia Bispo

30/05/2009


Bjus com muito carinho...Eu

22/05/2009

Atenção

Pessoas Lindas!!

Gostaria de relembrar que todos os poemas são rabiscados por mim, como também, não são editados e muito menos revisados, logo, encontrarão erros gramaticais e de concordancias...Espero que compreendam: Não sou profissional, e muito menos professora de portugues. Bjus , eu

Hoje



Joguei fora ressentimentos
limpei o meu verso
Refiz do sofrimento a minha liberdade!
Proclamei o passado à minha balança...
Acreditei no que sou...Sem segredos!
E nos cantos escuros, escondi a tristeza...
Esqueci os fracassos...
Dividi o tempo e recriei os lamentos.
Pacifiquei os meus sentimentos...
Como pequena, tornei-me coragem!
Senti a vida!
Cobrando os direitos
Com qualidades e defeitos
Sem medo de errar...E ser feliz!!!


Por Claudia Bispo


Vou

Como vou?
Bem obrigada!!!
Sentindo no peito,
A enorme satisfação de ter feito alguém feliz...
Como me senti?
Como um vaso escondido no meio de tantos outros...
Como um pássaro sem forças e asas...
Como arvóre seca, sem folhas para sombrear...
Sem tempo para afagar
Sem motivos para caminhar
Sem me notar!
Como estou?
No tempo de criança ainda era possivel sorri,
Sem dispensar a verdade no olhar...
Sem criar atitudes para se notar...
O que me sobrou?
Satisfação por te ver feliz!
Manhãs ensolaradas, e um sorriso vazio
Uma lembrança dos sonhos nas noites que te fiz sorri
Uma promessa que hei de cumprir
Uma louca e insensata criança
Uma doce lembrança
Um resto de tudo
Um pouco do nada...
Um encanto doce...
Um puro prazer...
Uma estória mal lida
Uma vida afinal...
E vou!!!...



por Claudia Bispo

Caminhos

Não!!!

Não me fale de príncipios,
De valores...
Quando simples me deixe levar...
Perdi por meios de promessas, a elevancia do que sou,
Em momentos que tão somente meus pertenciam...Me doei!
Não!!
Hoje quero tudo o que sobrou...
Sem ter piedade do que fui, vou guiar o meu sentido
Deixei as amarras, sem apelos, resumidamente me ergui...
Não me resta formas,
Mas, inesqueciveis saudades do que não fui...
Não olhorei as sobras, para não sucatear o meu tempo,
Regrando os meus sonhos a cada segundo que me perceber.
Não!!!
Não me censure por não suportar o meu esquecimento!
Não entendi o abandono , enquanto lembrei vc...
Olhei em vão, os caminhos que não me pertenciam
Desordenei o meu véu...
Quebrei o silencio e libertei o perdido...
Não!!!
Talvez,haja tempo de perceber o que gritei ao longo do silencio
E, com sorte, me revire, e faço em alvoroço o que é vida...
E ao sentir a sua falta, eu chorar,
Lembrarei que o tempo apagou em mim:
Esperanças e sonhos, pureza e alegria
E com isso, sorri!
Eu não fui...Voltei!
Não percebi...Acreditei...
E quando não via... A vida passava!
Não quero relembrar
Viver uma fútil lembrança..
Quero realizar!!!
Sonhar e acreditar...No meu ímpeto momento!

Por Claudia Bispo






Insensatez II

Eu só queria um momento...
E me sobrou o tempo defazado por angustia e solidão
Tempo resumido em segredo e confissões consolidada por mim...
Deixei o amor me refazer...
Senti no peito um forte abraço do abandono... Me refiz só...
As mãos cansadas e frias,
O olhar faminto por querer...
Querer sentir...
Dominar-se, livremente pelas entranhas do meu eu,
Senti com abandono um abraço solto da imensa solidão...
Momento em que a paz, se tornou adormecida,
E submissa aos que encanto, me fiz presente...
Afoguei-me lentamente em sonhos, na esperança de idealizar-me como tal,
Enquanto pequenos momentos recriei...
Fantasiando o ego do animo, me escondi
Abandonei-me, por adormecer o que sou...
Retendo em mim energias de um ser livre e

Sentimentos soltos...
O tempo não me valeu, enquanto a estrada não me evoluiu...
Tempo que poderia ter sido rei
Majestoso e soberano
Criado ou relembrado...
Se constestasse a minha "estória"...
Fui cruel...
Aventurei o meu destino
Me prendi...
Pagando os míseros anos em crueis desatinos...
Como criança, me usei...
Por ser unica, me liberto
Encostando no leito da imaginação, sonhos!
Imaginando a criança e força..
Que por caminhos, vou levar...
Com espirito que me ilumina como guia...Como força...Pelo que sou!


Por Claudia Bispo

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