': 03 de Maio

08/05/2009

03 de Maio

Sigo...
Alheia à crueldade de uma vida próxima,
De um destino cruel...
Falta de ser...
De querer, fazer e receber...
Permaneço ...Aquém
Diante de um massacre que determina o que sou...
Vejo às cegas...
Sem ao menos desejar, sinto...
Quanta ignorancia...
Percebo os meus anseios com tamanha discrição...
Sozinha percebo, relembrando aquela noite vazia ...Um fato, e a sua estória...
Poderia até descreve-la:
Sem sonhos,
Sem muito, sem nada...
Do ser ofegante que às duras, a vida oferece...
Dependendo da sorte...Sobra-lhe solidão
Do amor, cobre-te às escuras...
De que falo, se nada faço entender?
Por fraqueza de não realizar...
Tenho as vezes, a vontade de contestar... Lembrar que és vida
Mas, por que o faria? Se na verdade, nada sei...
Tudo a revelar...
Em folhas em branco descrevo: Sem óbvio,
Sem crença,
Sem limites...
Trabalho constante de mudar-se à rotina de não ser...
Lamentos, faço eu, enquanto acomodo à hipócrisia,
Vou levando ao rumo o caminho certo a proclamar os meus sonhos...
O que sonhar? Se não me atrevo à te ouvir...
Ah! Domingo de cruel enquanto vivi...
E você ali, inerte a sua realidade...
Melhor assim...
Não deveras apreciar os sonhos...
Fantasiando realidade distante aos teus olhos...
Melhor seria se a vida lhe presenteasse com a dignidade de ser...
Justificando a justiça tomar-lhe como filho,
E todos, inclusive eu, fossemos irmãos de fato,
E que dividissemos não um leito, mas, alimentarmos de afeto e dignidade
Igualdade e indignação...
Acolhessemos como fruto, erro, um ser...
Naquela noite, calada, chorei por mim...
Pela tolerancia...
Por ser tão medíocre enquanto fiel...Aos valores, amores e enganos...
Certamente, você me ensinou que nada sinto, enquanto obedeço normas,
Sou fútil e infiel aos meus desejos..
Mas, contudo, preciso sonhar e acreditar...
Consolidar os sentidos da vida, aos principios, a busca pelo desejo...
Quebrar protocolos e dizer-lhe o quanto você é real...
O quanto me veste ... Ou desnuda-me
Dizer-lhe que se nada foi construido, vale tentar...
Acreditar, no que se faz possivel...
E que se for eterno, que lhe faça a morte ...
Fazer-te grande com bravura...
Mesmo sem pensar em ti, penso no que seria...
Não!! Não sou desvairada, tenho receios e limites,
Egoísmo e um mundo que me cerca todo o tempo,
Condenando com sutileza emoções que guardo
Ao vento lento, na rua onde piso sem notar,
Sem querer,
Sem nada proclamar...
Passei por você, e certamente notei algo em mim...
Culpa, medo, transformação...
Te vejo sempre...E sonho...Escrevo... Choro...

Por Claudia Bispo

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